![]() |
||
|
Distúrbios
Comportamentais
|
||
COMO AVALIAR OS DISTÚRBIOS DO COMPORTAMENTO NOS CÃESA Etologia
é a ciência que aplica ao comportamento animal e humano as
metodologias A abordagem fisiológica se preocupa com os mecanismos do comportamento em termos de funcionamento do sistema nervoso. A psicológica se interessa pelo comportamento em si, os fatores ambientais e a história do animal como determinantes no desenvolvimento e no desempenho de determinado comportamento. Certos cães estão mais sujeitos a distúrbios comportamentais do que outros, pois demonstram ter uma menor resistência e dificuldades de adaptação a situações alteradas. Fatores psíquicos, genéticos, endócrinos e de aprendizagem podem definir filhotes mais fracos ou mais fortes e equilibrados. Portanto, os distúrbios comportamentais podem ser a expressão mal ajustada de um sistema nervoso fraco e desequilibrado. Em cada estágio do desenvolvimento da mente de um cão há uma resposta do seu meio ambiente (feedback), que irá afetar profundamente a sua personalidade quando adulto. Da concepção á idade madura, o animal estará sob influência constante do meio ambiente. Seja na fase intra-uterina, ao nascer, na infância, durante todo o seu crescimento o cão estará interagindo com o ambiente e seus pares, sejam eles animais (da sua espécie ou não) ou seres humanos. Filhotes recém-nascidos que recebem estímulos auditivos, visuais e táteis adequados manifestam diferenças importantes em relação aos que não recebem este tratamento privilegiado. Estas diferenças aparecem no comportamento e no físico do animal, como uma maior coordenação motora, melhor capacidade intelectual, maior adaptabilidade a situações novas. A manipulação adequada do filhote, especialmente no seu período de socialização (entre 5 e 12 semanas de vida) e a estimulação eficiente proporcionarão uma boa aprendizagem , maior percepção e exploração do seu ambiente, aperfeiçoamento de suas habilidades motoras e atenção curta. Através do processo de socialização o animal aprende regras, normas, maneiras e padrões de determinado ambiente e os internaliza como parte de sua personalidade. Muitos distúrbios comportamentais podem ser primeiramente observados já na infância do filhote. Sinais de dominância precoce, animais medrosos ou muito submissos, estabelecimento de traumas e fobias que podem significar surgimento de comportamentos desajustados e até perigosos no futuro. Quando um cão chega no seu futuro ambiente (a sua nova casa), passará a receber destas novas pessoas estímulos que serão também muito importantes. É nesse novo ambiente que ele deverá estabelecer suas relações de dominância e submissão, aprender regras de convivência e crescerá afirmando sua personalidade. Os cães são ótimos observadores e respondem às mais sutis mudanças nos comportamentos de seus proprietários. Podem, assim, perceber rapidamente a quem devem obedecer e quando. Portanto, se as regras não forem claras e estabelecidas logo no início o animal pode crescer agindo apenas de acordo com seu instinto, de acordo com o perfil de sua espécie e de seu temperamento. Nova margem para surgimento de distúrbios comportamentais se estabelece, como dominância sobre o dono, destrutividade, agressividade, angústia de separação.. Um distúrbio comportamental pode portanto surgir à partir de uma herança genética (pelo cruzamento de pais com problemas), na infância (período de socialização), durante o seu crescimento (criação sem regras ou codicionamento inadequado) e até como consequência de um adestramento mau orientado. Sómente um profissional atento e experiente pode identificar precocemente indícios de distúrbio do comportamento e propor tratamentos de acordo com o tipo de problema. O importante é não deixar que o animal permaneça agindo de forma desajustada, o que pode comprometer seriamente sua convivência com seu meio ambiente físico-social. È possível tratar a maioria dos distúrbios comportamentais, mas isso dá trabalho e muita vigilância e dedicação são decisivas para se obter sucesso. O ideal sempre é a prevenção. Respeitar a natureza de um animal não significa deixar que ele faça tudo o que quer. È importante que se defina para ele como se comportar e ajudá-lo se apresentar dificuldade nesse aprendizado. Referências bibliográficas: LORENZ, MANNING, COREN, SERPELL.
|
||
|
início | comportamento animal | terapia comportamental | artigos | no rádio | a profissional 0XX11 9996-1222 | rubia@vetmovel.com.br
|
||